Diferença Geração Kit GNV

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Injeção Direta

Usa kit 6ª geração

Qual a diferença entre kit GNV de
1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª gerações?

O kit GNV foi evoluindo conforme a tecnologias dos carros avançou.

1ª geração - Criado na 2ª guerra mundial e não existe mais.
2ª geração - Veículos aspirados carburados aspirados ou turbo comprimidos
3ª geração - Aspirado Injeção Eletrônica Monoponto ou Multiponto regulagem manual
4ª geração - Aspirado Injeção Eletrônica Monoponto ou Multiponto regulagem automática com Gerenciador
5ª geração - Injeção Eletrônica Multiponto e Kit Gás Injeção Eletrônica Pressão Positiva
6ª geração - Injeção Eletrônica Direta e Kit Gás Injeção Eletrônica Positiva Mistura a partir de 25% Líquido com GNV.

Carros com Turbo existe desde a 2ª geração, atualmente instala-se 5ª geração senão for injeção direta que deve instalar 6ª geração.

 Leia tudo sobre as gerações!

O componente principal do Kit GNV é o Redutor de Pressão:

1ª Geração - 3 Estágios de redução separados
2ª 3ª e 4ª Geração - 3 estágio juntos numa peça somente e libera 1 bar para ser aspirado
5ª e 6ª Geração - 2 Estágios com pressão positiva de 2,5 a 4,5 bar para serem injetados através dos bicos injetores eletromecânicos no coleto do veículo de injeção eletrônica multiponto e a 6ªmultiponto de injeção direta do líquido.

Os componentes Elétricos e Eletrônicos diferenciais são:

1ª geração - Chaves Comutadoras para troca entre líquido e Gás e Eletroválvula para corte do líquido antes de entrar no gás.

2ª geração - Chaves Comutadoras para troca entre líquido e Gás e Eletroválvula para corte do líquido antes de entrar no gás e Variador de Avanço se a ignição do carro for eletrônica.

3ª geração - Chaves Comutadoras para troca entre líquido e gás, Emulador de Bicos Injetores, Simulador de Sonda e Variador de Avanço

4ª geração - Gerenciador de Fluxo com Motor de Passo e Simulador de Sonda para regulagem automática podendo ou não ter a chave comutadora integrada e ainda deve-se instalar o Emulador de Bicos e Variador de Avanço

5ª geração - Central de Injeção programada por computador, Rampa de Bicos Injetores de GNV, Sensor Map, Sensor de Temperatura e Manômetro, e a parte do kit ainda deve-se instalar o Variador de Avanço se disponível e compatível com o kit.

6ª geração - Os mesmos componentes do 5ª geração, porém a central controla e mistura o líquido com o gás em proporção programada no computador.

Diferenças Principais para identificar:

Regulagem Manual 2ª geração - Regulagem de plástico ou alumínio na mangueira de baixa pressão, Eletroválvula de corte do líquido e Variador de Avanço se disponível para veículos com ignição eletrônica.
Regulagem Manual 3ª geração - Regulagem de plástico ou alumínio na mangueira de baixa pressão e Eletrônicos como Emulador de Bicos, Simulador de Sonda e Variador de Avanço se disponível.
Regulagem Automática 4ª geração - Motor de Passo na mangueira lonada que é regulado pelo Gerenciador de Fluxo que lê a Sonda Lambda e altera a quantidade de gás que passa pela mangueira do gás.
Central de Injeção GNV e Rampa de Bicos 5ª e 6ª geração 
6ª geração tem bicos injetores do líquido diretamente no cabeçote do motor.

Componentes comuns à montagem do Kit:

Cilindro de GNV, Suporte do Cilindro com Cintas e Perfil de Borracha, Tubo de Aço de Alta Pressão, Niples Anilhas, Válvula de Cilindro e Válvula de Abastecimento, Mangueira de GNV, além de mangueira de água, T de derivação da água quente, regulagem manual(até 3ª geração), 2 tubos extensivos corrugados, Invólucro(camisinha), parafusos e porcas

A 2ª geração é para veículos carburados e possui um eletroválvula na mangueira do líquido para interromper através da chave comutadora o líquido quando for usar o gnv,

Até a 3ª geração o kit é regulado a alta rotação manualmente pelo volume de gás na mangueira.

4ª geração é regulada através do motor-de-passo que é comandado automaticamente por uma central de Gerenciador de Fluxo através da leitura de sonda lambda, fazendo também a função do simulador de sonda.

O kit de 5ª e 6ª geração são injeção eletrônica de Gás e possuem pressão positiva e a quantidade de gás é regulada através do tempo de abertura dos bicos, que geralmente são colocados perfurando-se o coletor na entrada de cada cilindro.

Veículos Tubo existem desde a 2ª geração. Nos veículos injeção eletrônica atuais a principal diferença é se são Injeção Direta que só podem instalar 6ª geração ou Injeção Indireta ou só Multiponto que deve-se instalar 5ª geração.

O que recomendamos é sempre adotar avaliação do custo x benefício. Mas na hora de escolher, tem que se levar em conta os comentários abaixo.


6ª Geração de Kit GNV

O kit de 6ª geração é semelhante ao de 5ª, e ambos utilizam bicos injetores para o gás conectados no coletor do carro. Porém a 6ª geração comunica-se mais constantemente com a central do líquido para controlar o volume de líquido a misturar com o GNV que varia geralmente de 25% a 40% de líquido.

  • Aplica-se nos veículos de Injeção Direta, que gerencia também a injeção do combustível líquido ao mesmo tempo.
    Veja mais no artigo sobre Injeção Direta.
  • Disponível no Brasil com as marcas STAG e Landi Renzo.
  • Central de Injeção GNV que atuam com bicos injetores para o gás e reduzem a quantidade de líquido junto com o GNV.
  • Emula 1 líquido somente da Sonda Lambda quando no GNV
  • Recomenda-se muito instalar o Variador de Avanço se disponível para economizar mais o líquido ainda.

A mais moderna e sofisticada, porém muito mais cara em peças e mão-de-obra. Antes de comprar o carro e se deseja usar GNV pode-se mudar a decisão e escolher um carro sem injeção direta ainda para economizar mais com a 5ª geração e ter um custo muito menor de instalação. 


5ª Geração de Kit GNV

O kit de 5ª geração é um sistema injetado por pressão positiva

  • Central de Injeção GNV com bicos injetores para o gás
  • Redutor de Pressão de 2 estágios, saída com pressão positiva
  • Chave comutadora - A maioria das Centrais possuem integrada
  • Corta e Emula os Bicos Injetores do combustível líquido
  • Emula 1 líquido somente da Sonda Lambda quando no GNV
  • Algumas montadoras no Brasil já utilizam versões previstas de fábrica.
  • Recomenda-se muito instalar o Variador de Avanço se disponível para economizar mais o líquido ainda.

A central na 5ª geração também engloba as funções de chave comutadora, emulador de bicos e simulador de sonda. Quando acaba o gás, automaticamente volta para o combustível líquido.


4ª Geração de Kit GNV

O kit de 4ª geração que é o obrigatório desde a Resolução do CONAMA 291/2001, em instalações novas no Brasil a exceção do Rio de Janeiro por força de liminar. Qual a diferença é ter a mais:

  • Gerenciador de fluxo com Motor de Passo no lugar da regulagem manual, que faz a função de emulador de sonda também.
  • Redutor de Pressão de 3 estágios
  • Chave comutadora - Há modelos de Gerenciador que possuem integrada
  • Emulador de Bicos
  • Sistemas mais antigos:
    • Variador de Avanço utilizado à parte.

3ª Geração de Kit GNV

O Kit GNV de 3ª geração para veículos injeção deve ter:

  • Redutor de Pressão de 3 estágios
  • Regulagem manual
  • Chave comutadora para troca GNV x Combustível Líquido
  • Emulador de Bicos – Verificar quantos e quais o conectores dos bicos
  • Recomenda-se muito:
    • Simulador de Sonda Lambda - Verificar o tipo adequado para cada veículo.
    • Variador de Avanço preferencialmente de Sensor de Rotação ou de Bobina de acordo com o tipo da injeção. No caso de veículos que não possuam um específico destes dois tipos, utiliza-se o Variador que atua no MAP, que também pode aplicar-se alternativamente na maioria dos veículos injeção.

2ª Geração de Kit GNV

O Kit GNV de 2ª geração para veículos injeção deve ter:

  • Redutor de Pressão de 3 estágios
  • Regulagem manual
  • Chave comutadora para troca GNV x Combustível Líquido
  • Emulador de Bicos – Verificar quantos e quais o conectores dos bicos
  • Recomenda-se muito o Variador de Avanço se tiver ignição eletrônica para atuar no ponto na Bobina

1ª Geração de Kit GNV

Muitos clientes dizem primeira geração por considerar o kit antigo, mas no Brasil não deve existir instalação de 1ª geração e sim de 2ª geração.

O Kit GNV de 1ª geração para veículos foi criado na 2ª Guerra Mundial

  • Não tem mais disponível nem instalado. Use a 2ª geração!
  • Redutor de Pressão de 3 estágios separados
  • Regulagem manual
  • Chave comutadora para troca GNV x Combustível Líquido
  • Eletroválvula para cortar o líquido antes de entrar no gás.

O que recomendamos:

Mais detalhes no artigo Qual o kit para meu carro?

O kit de 5ª geração é o mais recomendado para veículos modernos e/ou problemáticos ou de mecânica delicada, quanto as consequências de possíveis falhas de ignição do veículo podem causar. Trata-se de uma central de injeção para GNV, com bicos pressurizados e colocados numa rampa e furando-se cada acesso ao cilindro no coletor. Parametrizado com a injeção do combustível líquido.

A diferença para 6ª geração quando houver disponível no Brasil é que os bicos são os mesmos para o líquido e o gás. Então por enquanto no Brasil e todo mundo instala-se a 5ª geração com programação que não desligue os bicos do combustível líquido

A nossa recomendação para veículos já instalados que não sejam os de sistemas complexos ou frágeis é:

  • Acrescentar e/ou substituir os itens faltantes ou mais adequados.
  • Variador de avanço é necessário em todo veículo a gás.
    Alguns carros novos podem demorar a ter disponível um variador compatível, assim como os carros asiáticos mais antigos que tem um variador MAP como um jeito diminuir a falta do variador, mas que não recomendamos no caso de 5ª geração, quando deve-se ajustar melhor a programação da central da 5ª geração para fazer um efeito semelhante.

Nas instalações novas recomendamos o kit de 4ª geração, no caso do Rio de Janeiro o pode-se colocar o kit de 3ª geração completo como apresentamos acima.

Recomendável nos kit's de 3ª e 4ª geração procurar também um misturador de melhor desempenho ou menor perda, o que não se encontra mais no mercado mundial, pois todos os países partiram para 5ª geração.

O kit de 5ª geração é o ideal para veículos de mais alto custo e desempenho, geralmente com coletores de plástico.

Como o kit de 6ª geração não está disponível e tem um custo muito mais caro ainda. Sugerimos para os veículos de injeção direta, instalarem o de 5ª geração.
ATENÇÃO: O técnico deve ter alto conhecimento de injeção e mecânica e não simplesmente instaladores que nem sambem onde estão mexendo.


Vantagens e Desvantagens

Algumas das principais vantagens e desvantagens:

Até a 4ª geração a perda de potência é a principal desvantagem.

A 6ª geração é cara para instalar e economia menos que a 5ª geração.

Geração VANTAGENS DESVANTAGENS

Baixo Custo
Não depende de muita tecnologia

Não é mais instalado!
Não se encontra à venda!

Regulagens mais constantes
Época da 2ª Guerra Mundial
Perde potência em todos combustíveis
Sem variador de avanço

Baixo Custo
Não depende de muita tecnologia
Compensa reinstalar

Regulagens mais constantes
Fura o carburador
Perde potência em todos combustíveis
Muitos não tem variador compatível
Sem variador perde mais ainda no GNV
Baixo Custo
Compensa reinstalar
Regulagens mais constantes
Misturadores de baixa qualidade
Perde muita potência em todos combustíveis
Sem variador perde mais ainda no GNV
Legislação permite até 2000
Regulagem Automática
Economiza GNV >10% a 15%
Poucos técnicos com conhecimento
Misturadores de baixa qualidade
Perde potência em todos combustíveis
Sem variador perde mais ainda no GNV
Legislação permite até 2006
Quase sem perda de potência
Não necessita regulagens
Economiza muito GNV mais de 20% a 30% a mais
Alto Custo
Se rodar menos que 1000Km/Mês pode não compensar
FLEX é obrigado a escolher 1 líquido
Mais integração entre os combustíveis
Alguns casos já instalado de fábrica
Na Europa na VW, Volvo, ...
Altíssimo custo de instalação
Consome de 25% a 40% de líquido no GNV
Kit individualizado para cada carro
FLEX é obrigado a escolher 1 líquido

A manutenção de Filtro de Ar e Velas é essencial em todos! Sugerimos verificá-los a cada 5.000Km, até a 4ª geração e regular as velas preferencialmente NGK resistivas com abertura menor que a padrão para gasolina ou etanol.

Falhas na(s) bobina(s) ou cabos de velas também podem causar muitos problemas e às vezes não são percebidos na gasolina ou álcool.


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